Projecto Vivaci Beja alvo de discórdia entre Pulido Valente e Miguel Ramalho

21 01 2010

“Questões pendentes” e impasse no projecto da Shopping Vivaci Beja foram motivo de discórdia na reunião de Câmara ontem.
Pulido Valente, Presidente da Câmara, questionado por Miguel Ramalho, vereador da CDU, para clarificar quais as questões pendentes a que se referiu em notícia avançada na Rádio Pax, explicou que “reuniu com a FDO” e foi-lhe explicado que “a empresa promotora do projecto já tem as empresas âncora que justificam o investimento para construir este Centro Comercial”. Acrescenta Pulido Valente que “em causa estão as contrapartidas solicitadas pelo anterior executivo que foram consideradas pela FDO incomportáveis e que iriam inviabilizar o processo”.

Pulido Valente salienta que “a Câmara deve fazer o máximo possível para desbloquear este investimento”. Segundo palavras do Presidente da Câmara de Beja “a FDO garantiu, depois de todo o processo desbloqueado, avançar com as obras no final deste ano”.

Miguel Ramalho diz que “o Vivaci é um projecto que o anterior executivo acarinhou desde o início”. O vereador da oposição eleito pela CDU apresentou na reunião de Câmara um historial de todo o processo referindo que a última reunião com a FDO teve lugar em 2009 “onde foi dito pelo promotor que iria atrasar ligeiramente o processo por não ter ainda 75% dos espaços vendidos que iriam viabilizar o Shopping”. “A Câmara fez todos os esforços para levar por diante o processo tendo ultrapassado rapidamente alguns entraves, tendo sido assinado um protocolo onde o promotor se comprometia a cumprir algumas contrapartidas que deverão ser de sua exclusiva responsabilidade”, referiu Miguel Ramalho.

Miguel Ramalho aponta três razões para que o Presidente da Câmara diga que o processo do Vivaci está num impasse por culpa do anterior executivo. Uma das razões apontadas pelo vereador da oposição é de que “o presidente da Câmara está a fazer folclore e que por vezes mexe-se na cadeira e manda notícias para a comunicação social para dar a entender que está a fazer alguma coisa”.

O Shopping está orçado em 30 milhões de euros, terá cerca de 100 lojas, um multiplex de cinemas, um supermercado, zonas de lazer, restaurantes, e mais de 800 lugares de estacionamento coberto. O centro comercial ficará situado na Estrada das Apolinárias, na zona nordeste da cidade, próximo da rotunda do IP8 – principal via de acesso ao centro da cidade.

Fonte: Rádio Pax

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ANA estuda também Logística para Beja

20 01 2010

Um dos 13 projectos “relevantes” de empresas interessadas em instalar-se no aeroporto de Beja que a ANA – Aeroportos de Portugal está a avaliar, é da área da logística. “Sem contar com o negócio do transporte aéreo de passageiros e de carga aérea e da actividade de retalho, a ANA recebeu e está a avaliar 13 pedidos relevantes de instalação de empresas”, referiu à agência Lusa Manuel Barroso, da equipa do projecto de integração do aeroporto de Beja na rede aeroportuária nacional da ANA. Dos 13 pedidos, frisou, há cinco projectos “bastante relevantes”, três na área de manutenção de aeronaves, um na aérea da logística e outro na área da hotelaria, devido “aos volumes de investimento previstos”. Entre os restantes oito pedidos, contam-se quatro de empresas do ramo de aluguer de automóveis, três da aérea da restauração e um outro na área da hotelaria, disse o também administrador da EDAB.





Estudo de viabilidade da linha de TGV Évora-Beja-Faro-Huelva integra Grandes Opções do Plano

20 01 2010
Plano do governo defende “introdução de portagens” nas SCUT
O estudo de viabilidade da linha de alta velocidade ferroviária (TGV) Évora-Faro-Huelva integra as Grandes Opções do Plano 2010-2013, hoje apresentadas pelo governo.

O executivo socialista reafirma que os grandes investimentos em infra-estruturas de transportes e comunicação contribuem para promover o “relançamento” do crescimento económico, a “indução” do investimento privado e a criação de emprego.

Entre esses projectos, encontra-se a alta velocidade ferroviária, uma área em que “serão concretizados os eixos Lisboa-Madrid (2013), Lisboa-Porto e Porto-Vigo (não devendo ultrapassar o ano de 2015)”.

Paralelamente, serão desenvolvidos estudos de viabilidade das linhas Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva.

Este ano, segundo o documento, deverão ser lançados quatro concursos do projecto de alta velocidade: adaptação da estação do Oriente (Lisboa), construção da estação internacional de Caia, fornecimento de material circulante (comboios) e sinalização e comunicações de toda a rede.

No sector aeroportuário, o governo reitera que a “construção do novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, permitirá superar os constrangimentos reconhecidos que prejudicam o desenvolvimento e competitividade da economia nacional e do sistema aeroportuário”, sem avançar uma data para o lançamento do concurso para a construção da infra-estrutura.

O Governo afirma também que será dada prioridade à exploração comercial do aeroporto de Beja.

No plano rodoviário, “será concluída a rede de auto-estradas, nomeadamente a ligação a Bragança, a ligação entre Coimbra e Viseu e a ligação entre Sines e Beja” e o executivo reitera a intenção de introduzir portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT).

“No sentido de contribuir para o assegurar da sustentabilidade financeira do sector rodoviário, serão ainda introduzidas portagens nas SCUT”, de acordo com o documento.

 

Lusa





Aviação: ANA avalia 13 projectos “relevantes” de empresas que querem instalar-se no aeroporto de Beja

14 01 2010

A ANA – Aeroportos de Portugal está a avaliar 13 projectos “relevantes” de empresas interessadas em instalar-se no aeroporto de Beja, nomeadamente três na área de manutenção de aeronaves, disse hoje à Lusa fonte ligada ao projecto.

“Sem contar com o negócio do transporte aéreo de passageiros e de carga aérea e da actividade de retalho, a ANA recebeu e está a avaliar 13 pedidos relevantes de instalação de empresas”, disse Manuel Barroso, da equipa do projecto de integração do aeroporto de Beja na rede aeroportuária nacional da ANA.

Dos 13 pedidos, frisou, há cinco projectos “bastante relevantes”, três na área de manutenção de aeronaves, um na aérea da logística e outro na área da hotelaria, devido “aos volumes de investimento previstos”.

Fonte: Lusa





Beringel (IP 8): Estradas de Portugal ameaça não construir troço até São Brissos

14 01 2010

Traçado da A26 - Variante de Beringel

As Estradas de Portugal ameaçam não construir o troço da A26/IP 8 até São Brissos se o traçado da Variante de Beringel não for alterado. A Auto-estrada pode vir a terminar em Ferreira do Alentejo. Já há nova marcação no terreno, mas, o IGESPAR não recebeu qualquer pedido de alteração.

Ou o traçado da Variante de Beringel é alterado ou não vai haver A26/IP 8 até São Brissos, podendo terminar em Ferreira do Alentejo, uma posição expressa à Voz da Planície pelas Estradas de Portugal.

A resposta da empresa pública, através do Gabinete de Comunicação Institucional, surge na sequência de um pedido de esclarecimento feito pela Voz da Planície onde foram colocadas quatro questões sobre a alteração que a Estradas de Portugal, pretende fazer no lanço da Variante de Beringel, incluído na A26/IP 8, que terminará no nó de São Brissos. A manter-se o “braço de ferro” entre as partes, e a vingar a posição das autarquias, o lanço Ferreira do Alentejo-Beja, nó de São Brissos, pode vir a não ser construído.

Na última reunião do Executivo da edilidade bejense, foi revelado que a empresa concessionária da construção da A26/IP8 tinha oficializado a Câmara Municipal de Beja e a Junta de Freguesia de Beringel de que pretendia alterar o traçado da Variante Exterior que está prevista passar junto àquela localidade, em virtude de a mesma “atravessar uma área significativa de achados arqueológicos”, detectados no âmbito da avaliação ambiental a que o lanço foi sujeito e também porque afectaria as captações de água destinadas a abastecer Beringel.

No documento remetido pela Voz da Planície às Estradas de Portugal, e à pergunta, “que medidas vai tomar a EP, caso a Câmara e da Junta tenham um parecer negativo sobre a alteração”, a empresa pública respondeu que “a EP tem a obrigação (por via do seu Contrato de Concessão com o Estado) e a Subconcessionária, o consórcio Estradas da Planície (por via do Contrato de Subconcessão), de não efectuar quaisquer trabalhos que possam afectar ou pôr em perigo achados arqueológicos”, não fazendo qualquer referência às captações de água.

A Câmara e a Junta já reuniram, e contestam a pretensão da empresa pública, tendo Francisco Lança, presidente da Junta de Freguesia de Beringel, afirmado que a alteração que a EP quer fazer “vai criar graves problemas à localidade”, enquanto que Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara Municipal de Beja, apoia as pretensões dos munícipes de Beringel e justifica que segundo o IGESPAR “não há razões objectivas para mudar o traçado”.

Fonte do IGESPAR, contactada pela Voz da Planície revelou que “não deu entrada no instituto, qualquer pedido de alteração de traçado”, referindo a mesma fonte que “toda a informação analisada”, está incluída na Declaração de Impacte Ambiental.

No inicio desta semana, já foram colocadas no terreno, no traçado agora defendido pelas Estradas de Portugal, e que se situa a cerca de 100 metros da actual Estrada Nacional 121, que atravessa a vila de Beringel, marcações para a construção da A26/IP8.

De acordo com informações de vizinhos do local, duas pessoas andaram a fazer marcações, facto  constatado pela Voz da Planície, em parte do traçado transversal àquela via, na ligação Beringel/ Beja, em direcção a São Brissos.

Uma quarta questão colocada pela Voz da Planície sobre a possibilidade de “não ser levada a efeito a alteração preconizada pela EP, que impacto pode a obra sofrer, a nível da finalização do troço até São Brissos ?”, a Estradas de Portugal respondeu que “a questão, face ao respondido nas anteriores, não se chega a colocar”.

A vingarem as pretensões das Estradas de Portugal, a situação arrasta o derrube de algumas casas  e ocupação de terrenos agrícolas, tendo a empresa respondido que “os particulares terão de ser indemnizados, nos termos do Contrasto de Subconcessão e de acordo com os princípios e regras previstos no Código das Expropriações”, acrescentando a EP que nos termos do contrato “a responsabilidade por esse pagamento é da subconcessionária”, o consórcio Estradas da Planície.

Estas alterações agora preconizadas pelas Estradas de Portugal, são tidas como uma forma de repor as condições exigidas pelo Tribunal de Contas que chumbou em 20 de Novembro do ano passado, a Concessão Rodoviária do Baixo Alentejo, onde se inclui a construção da A26/IP8, por esta apresentar três violações ao contrato inicialmente apresentado pela empresa pública.

Fonte: RVP





Alqueva atingiu cota máxima e abriu comportas

13 01 2010

Alqueva abriu comportas

Oito anos após o encerramento das comportas da Barragem de Alqueva, a sua albufeira atingiu, na tarde de ontem, a cota máxima. De acordo com a EDIA é um marco histórico na cronologia do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.
Trata-se de um armazenamento de água na ordem dos 4150 hectómetros cúbicos, valor que corresponde ao nível de pleno armazenamento à cota 152, um metro abaixo do nível de máxima cheia para que Alqueva está preparada.
O enchimento à cota máxima alcançado ontem, corresponde ao cumprimento do primeiro objectivo do Projecto de Alqueva: a constituição de uma reserva estratégica de água, com capacidade para fazer face a 3 anos consecutivos de seca, com garantia de disponibilidade para o abastecimento público, para a agricultura e para a produção de energia.
As afluências que se continuam a registar em Alqueva e as previsões meteorológicas para os próximos dias, levaram a que a EDIA decidisse abrir as comportas da barragem de Alqueva para libertar algum caudal, mantendo descargas controladas através dos descarregadores de meio fundo, permitindo desta forma que a capacidade de encaixe continue com folga suficiente para fazer face a eventuais subidas nas afluências.
Em consequência da abertura de comportas esta tarde em Alqueva, também a barragem de Pedrógão, situada a 23 quilómetros a jusante, está a descarregar para o Guadiana prevendo-se que o caudal do rio se mantenha alto nos próximos dias.
Todas estas acções, já previstas, estão articuladas com os Serviços de Protecção Civil, que acompanham e monitorizam as operações.

Fonte: Rádio Pax





BEJA: PCP quebra silêncio

13 01 2010

O Secretariado da DORBE do PCP quebra o silêncio e em comunicado reage dizendo que “a intervenção político partidária do PS na gestão do Município, nestes três meses, a pretexto do conhecimento da situação na autarquia, tem-se pautado por uma atitude de permanente confronto, na base da gestão de episódios com o objectivo de denegrir a imagem da CDU, escondendo a sua incapacidade, a falta de trabalho e determinação na gestão autárquica”. O Secretariado da DORBE escreve ainda no comunicado que “quanto às noticias em concreto e aos alegados acontecimentos relatados, também eles conhecidos através da comunicação social, e dado que o processo terá dado entrada no Ministério Público, aguardamos pelo normal desenvolvimento do mesmo”.
O comunicado surge um dia depois da notícia avançada ontem em primeira-mão pela Rádio Pax em que era referido que o actual executivo da Câmara de Beja apresentou uma queixa no Ministério Público por suspeitar que os materiais de propaganda eleitoral da CDU nas últimas autárquicas foram concebidos e impressos no referido Gabinete. De acordo com Pulido Valente “foram encontrados indícios e provas concretas da elaboração dos materiais de propaganda da CDU nas campanhas eleitorais de Beja, Mértola, Ferreira do Alentejo e Cuba nos serviços da Câmara Municipal de Beja, nomeadamente no Gabinete de Informação e Relações Públicas”.
O autarca questionado sobre as consequências da investigação refere que “Miguel Ramalho, vereador da CDU que transitou de um executivo para outro deverá vir a público prestar esclarecimentos e pronunciar-se sobre esta situação”. Quanto a outras consequências Pulido Valente reafirma que cabe ao Ministério Público fazer uma investigação célere e dar conhecimento publicamente das consequências com base no apuramento que fizer dos dados recolhidos dos eventuais funcionários da Câmara envolvidos neste processo”.
Pulido Valente considera esta “uma situação muito grave”. O autarca refere que já havia suspeitas “uma vez que existiram informações de funcionários da Câmara que esta situação estava a ocorrer e foi no pós eleições que tudo veio a comprovar-se”. O presidente da Câmara diz ainda que teve “conhecimento que depois das eleições muitas das provas estariam a ser eliminadas”.
A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista reúne hoje para analisar esta situação e remete para mais tarde uma reacção.
A distrital do PSD não fala sobre esta matéria. O Bloco de Esquerda remete para mais tarde uma reacção.
João Paulo Ramôa , Presidente da concelhia Social Democrata de Beja e ex-vereador do município, não se mostra surpreendido. O empresário afirma que “é uma situação que ocorre de norte a sul do país”.
“Não vale a pena ser mais papista que o Papa e ter uma atitude de olhos abertos de um lado e de olhos fechados no outro”, acrescenta o ex-governador Civil de Beja enquanto “repudia” o uso de meios públicos para fins eleitorais.
Opinião diferente tem a concelhia de Beja do CDS-PP. Luís D´Argent espera que a investigação seja rápida e salienta que “esta situação vem provar que há instituições que não são tão intocáveis como aparentavam ser”.

Fonte: Rádio Pax