ANA deverá gerir o Aeroporto de Beja após a privatização

23 11 2008

No primeiro semestre de 2009 será lançado o concurso internacional para a privatização da ANA e o Governo está a estudar um modelo em que as forças locais possam ter uma participação na gestão dos aeroportos.A ANA – Aeroportos de Portugal deverá ser privatizada mantendo a totalidade dos aeroportos que gere actualmente, Lisboa, Porto, Faro, Açores e Madeira, e irá incluir também no perímetro de venda o aeroporto de Beja, actualmente gerido pela EDAB – Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja. O Governo “está a estudar um modelo em que as forças locais possam ter uma participação na gestão dos aeroportos”, disse em Beja Paulo Campos. O Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações afirmou que “o modelo de regulação do sector aeroportuário e o contrato de concessão da ANA deverão ser concretizados até final do ano” e pode passar, eventualmente, pela abertura do capital a entidades locais.O governante acrescenta que, para que o processo de privatização avance o Governo terá ainda de definir a percentagem do capital da gestora dos aeroportos nacionais que será alienada.O Governo ainda não confirmou qual a percentagem de capital que será alienada, mas o Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, já garantiu que será superior a 50%. A privatização da ANA – Aeroportos de Portugal vai anteceder a concessão e construção do novo aeroporto de Lisboa, que será localizado no Campo de Tiro de Alcochete. Quem comprar a ANA ficará com a concessão do novo aeroporto, um investimento que ronda os 4,9 mil milhões de euros, incluindo a construção e o valor a investir no período da concessão, e que deverá estar concluído em 2017.O consórcio Astérion, presidido pela Brisa e pela Mota-Engil, foi o primeiro a apresentar-se como candidato, tendo-se seguido o consórcio liderado pela Teixeira Duarte e pela espanhola Ferrovial.A Abertis, a MacQuarie e a espanhola FFC também já demonstraram interesse no negócio.Aeroporto de Beja vai ser gerido pela ANA. Aeroportos de Portugal depois da empresa ser privatizada.

O concurso internacional vai ser lançado em Abril de 2009.
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Construção do IP8 deverá arrancar até ao Verão de 2009

23 11 2008

O IP8 e o Aeroporto de Beja estiveram no centro das atenções de Paulo Campos. O Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações esteve ontem em Beja e anunciou que o primeiro troço do IP8 que liga Sines a Beja começa a ser construído no final do primeiro semestre de 2009.O governante referiu que “a empresa vencedora do concurso será anunciada no próximo dia 2 de Dezembro, um ano depois de José Sócrates ter feito o lançamento oficial da Concessão do Baixo Alentejo”. A empresa vencedora tem depois seis meses para iniciar a obra. Sobre o Aeroporto de Beja Paulo Campos referiu que “nesta altura o governo está a tentar encontrar soluções para a gestão da estrutura aero-portuária”. Ao que tudo indica deverá ser a ANA – Aeroportos de Portugal que depois de privatizada vai gerir o futuro aeroporto de Beja.

M. Pina





Ourique leva a cabo recolha de alimentos

23 11 2008

À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Ourique (CMO) está a realizar a Campanha de Natal destinada a recolher alimentos para serem entregues a famílias carenciadas do concelho.Esta iniciativa consiste na recolha de bens alimentares nos diversos supermercados do concelho de Ourique que, posteriormente, serão entregues em cabazes de Natal a famílias que necessitem, tendo em conta uma listagem fornecida pelos serviços da Segurança Social. Nos supermercados e nas Juntas de Freguesia do concelho estarão disponíveis os pontos de entrega dos alimentos.A Campanha de Natal vai decorrer até ao dia 9 de Dezembro.A CMO está empenhada na sensibilização da população do concelho face a esta iniciativa, pedindo a colaboração de todos, de forma a proporcionar um Natal mais feliz a todos os que mais necessitem.

MP




Alentejanos vão às compras ao Rosal de La Frontera

19 11 2008

Com preços mais baixos em bens essenciais como os combustíveis e produtos alimentares, centenas de alentejanos acorrem em grande número a Rosal de La Frontera à procura de poupar o máximo possível na sua magra economia familiar.

Diz o ditado popular que de Espanha “nem bons ventos nem bons casamentos”. Mas essa velha expressão parece estar a perder o sentido nos dias de hoje. Pelo menos, os “casamentos comerciais” estão a funcionar, já que cada vez há mais espanhóis a investir em Portugal e em concreto no Alentejo. Em sentido inverso, cada vez mais portugueses estão a fazer negócios em Espanha, por várias razões. O Centro do Sul visitou Rosal de La Frontera, conhecida aldeia espanhola, situada a dois quilómetros da fronteira de Vila Verde de Ficalho. Esta localidade raiana da província de Huelva, Comunidade de Andaluzia, conta com cerca de 1.820 habitantes (dados de 2007). E desde sempre que as suas gentes se habituaram a ouvir falar a língua de Camões, sobretudo nas lojas muito frequentadas por alentejanos. Com a fronteira aberta e o euro como moeda comum, as diferenças nos preços dos bens e serviços saltam mais à vista desarmada. A maior diferença sente-se nos combustíveis, no gás e na carne. Bens de primeira necessidade que os portugueses vão adquirir a terras de nuestros hermanos. João Rosa, residente em Moura, é presença frequente no Rosal e garante que num cabaz de compras chega a poupar “mais de 50 euros”. Ao mesmo tempo, aproveita para atestar a viatura. Também Miguel Mestre vai com frequência ao pueblo espanhol, “propositadamente e para atestar a viatura”. Garante que a viagem de 60 quilómetros que faz em cada sentido entre Beja e Rosal, “ainda assim compensa”. E sublinha que poupa, “pelo menos, 15 euros” num depósito de gasolina, ao mesmo tempo que aproveita para “comprar carne de boa qualidade e dar um passeio”.Para Sérgio Martins, residente em Serpa, “compensa sempre atestar o carro em Espanha”. Já há bastante tempo que o alentejano tem esta atitude e garante “continuar a fazer o mesmo enquanto puder”.

Comerciantes satisfeitos

Emílio Banda Vásquéz é um dos mais antigos e conhecidos comerciantes do Rosal. Herdou o negócio do tempo do seu avô e ainda hoje mantém em funcionamento a loja no centro da localidade. Este homem não esquece “a ajuda que os portugueses têm dado ao negócio ao longo dos anos”. E realça que, “em geral, os portugueses procuram mais os perfumes, caramelos, roupa e calçados”. Com o aproximar do Natal, Emílio garante que “as vendas vão seguramente aumentar”. José Damián Gonzáles, presidente da Associação de Comerciantes do Rosal de La Frontera, teve sucesso com a sua loja de carnes e enchidos. Instalou-se no ramo em 1986 e já conta com explorações pecuárias próprias, incluindo no Alentejo, um matadouro no Rosal e uma outra empresa neste lado da fronteira, em Vila Nova de São Bento. Para além disso, abastece grandes cadeias como o Jumbo, Grupo Pingo Doce, Feira Nova, Modelo e Continente. Para este empresário, “os portugueses procuram muito a carne de porco preto, bem como os enchidos”. “Nós criamos, matamos e comercializamos os nossos animais, o que faz com que o que cobramos pelo produto final seja mais baixo. E o IVA mais baixo em Espanha é outra das razões para que os portugueses economizem ao comprar no país vizinho”, esclarece Damián Gonzáles.

Combustíveis seduzem

Mas uma das principais razões que atrai os portugueses ao Rosal de La Frontera é o preço dos combustíveis e do gás. Uma botija de propano custa actualmente pouco mais de 13 euros, enquanto que por cá ultrapassa a barreira dos 20 euros. Já a gasolina 95, a mais utilizada, estava há uma semana a 95 cêntimos por litro, enquanto que em Portugal se situava em 1,25 euros. Joaquín Capelo é proprietário do posto de abastecimento à entrada do Rosal, a cerca de um quilómetro da fronteira. O mesmo refere que, “neste momento, esta é a estação de serviço com os preços mais baixos de toda a província de Huelva”. O empresário não tem dúvidas quando afirma que “são centenas os portugueses que todos os dias atestam os carros aqui”. E explica que o preço mais baixo é conseguido “pela diferença do IVA, pelos impostos cobrados pelo Estado espanhol e pela margem de lucro menor”. Paralelamente à gasolineira, este empresário detém uma oficina de mudança de pneus, “mais baratos do que em Portugal”, e tem em curso a instalação de “uma máquina especial para lavagem de viaturas”.No espaço contíguo à estação de serviço, Joaquín Capelo abriu um supermercado de média dimensão, da marca Eroski, a terceira maior cadeia do país vizinho. Como “as coisas estão a correr muito bem”, também tem projectado a construção de uma residencial e de um restaurante “mesmo ao lado”. Sem grandes hesitações, Joaquim Capelo admite que “os portugueses são o motor de desenvolvimento do Rosal de La Frontera”.

NÚMEROS

1.820. habitantes residem em Rosal de La Frontera, “paredes meias” com a fronteira e Vila verde de Ficalho.

50. é o valor estimado da popupança num cabaz grande de compras no supermercado Euskadi, em comparação com os valores praticados em portugal.

60. quilómetros separam a cidade de Beja da localidade espanhola de Rosal de La Frontera.

13. euros é o preço de uma botija de gás propano em Espanha. Menos sete euros do que em Portugal.

“Sem os portugueses o Rosal estava morto”

José Damián González é empresário há 22 anos. Desde 1986 que tem estado sempre ligado ao comércio de carnes e enchidos. Dirige a conhecida empresa “Cárnicas Rosal” e é presidente da Associação de Comerciantes do Rosal de La Frontera. Em declarações ao “Centro do Sul”, Damián González assegura que “a empresa se dedica a 95%” à criação e comercialização do porco preto alentejano. Uma das vantagens é o facto de “todos os dias serem abatidos animais no matadouro do Rosal, o que faz com que exista sempre carne fresca”. O facto do local de abate pertencer à mesma empresa, faz com que os preços sejam mais baixos, “o que agrada muito aos clientes portugueses”.Para o empresário e presidente da Associação de Comerciantes, “o facto do IVA máximo em Espanha ser de 16% e em Portugal 20%, faz com que, só por esse motivo, os preços praticados sejam inferiores, o que é um chamariz para os lusos”. O mesmo garante que, “se não fossem os portugueses, o Rosal estava morto”.Este empresário, que também detém uma empresa de carnes em Vila Nova de São Bento, é realista e admite que Espanha “atravessa uma grande crise económica neste momento”. Mas refere que, “apesar de em Portugal a crise estar instalada há mais tempo, essa situação foi aparecendo lentamente”. “Aqui as coisas aconteceram repentinamente”, frisa.No país vizinho a taxa de desemprego situa-se já nos 14%, com uma média diária de 6.500 pessoas a perderem os seus postos de trabalho.Gasolina tem preço sedutorNão é novidade para ninguém. Basta atravessar a fronteira e o preço dos combustíveis baixa muito significativamente. Em Rosal de La Frontera, os gasolineiros da “Estacion de Servicio Capelo” não têm mãos a medir para atender tantos portugueses, chegados de todo o Alentejo mas também de outras partes do país. E tudo se explica com o preço significativamente mais baixo…Um litro de gasolina sem chumbo 98 custa 1,059 euros e, no caso da mais utilizada, a 95 sem chumbo, esse valor desce para 95 cêntimos. É só fazer as contas e, num depósito com 40 litros, o ganho pode atingir os 12 euros de popupança – convenhamos que não é pouco!Mas as cotações de produtos básicos em Espanha estendem-se ao gás e a muitos produtos de primeira necessidade. Assim se explica que, depois de atestados os depósitos, muitos portugueses procurem as lojas e supermercados, talhos e sapatarias. Aí encontram preços mais baixos, às vezes com qualidade questionável, mas quase sempre com interresante resultado nas magras carteiras nacionais.

“Costumes têm séculos e não se perdem

Emílio Vásquez é um dos comerciantes mais conhecidos no Rosal de La Frontera e figura muito popular na raia portuguesa. Dirige uma loja de média dimensão na Avenida de Portugal desde sempre, herdando o negócio do seu pai e que já vem desde o tempo do seu avô. Uma história com cerca de 80 anos que mistura “relações profissionais com afectos pessoais”, garante Emílio, como é mais conhecido. Este comerciante afirma que o hábito dos portugueses de ir fazer compras ao Rosal “é uma tradição” e assegura que “estes costumes são de séculos e não se vão perder”.

Texto e foto: NM





Rotunda na entrada Sul de Beja continua às escuras!

19 11 2008

A nova rotunda que foi construída na Intersecção Sul do IP2, na cidade de Beja, continua “às escuras”. O novo acesso, que veio substituir o antigo e perigoso entroncamento entre o IP2 e a Avenida Fialho de Almeida, era uma aspiração antiga dos automobilistas que passam diariamente naquele local, devido aos inúmeros acidentes de viação que ali ocorreram.No final do passado mês de Abril, a Estradas de Portugal concluiu a obra, que foi comparticipada não só por esta entidade, como também pela Câmara de Beja e pelos hipermercados instalados naquela zona. Passados seis meses, a rotunda continua com os postes de iluminação por ligar, o que se revela um autêntico perigo para quem por ali passa durante a noite. A visibilidade é quase nula e os condutores só notam a rotunda “em cima do acontecimento”. A responsabilidade por este atraso é da EDP – Energias de Portugal, que continua a adiar a ligação da electricidade, mantendo a rotunda com total falta de iluminação. Tentámos obter uma explicação da empresa para este problema, mas até à hora de fecho desta edição tal não foi possível.Refira-se que a obra esteve orçada em 784 mil euros, sendo que 308.730 euros foram custeados pela autarquia de Beja e pelos hipermercados Modelo e Intermarché. A restante verba foi paga pela Estradas de Portugal.

NM (texto e foto)




TDT em testes a partir do emissor de Palmela

19 11 2008

Segundo alguns relatos, começaram já as emissões teste da TDT portuguesa. Estas emissões são dirigidas à região de Lisboa e têm origem no emissor de Palmela, emitindo nos canais 67 e 69 em DVB-T MPEG4.
De acordo com a PTelecom, numa primeira fase, as emissões teste deverão extender-se a outros emissores que servem a região da Capital, como Monsanto, Estoril e Sintra. Mais tarde, em Janeiro/Fevereiro, deverão alargar-se ao resto do país.
Para receber estas emissões é necessário um televisor com receptor de TDT integrado e compatível com MPEG4, ou um receptor externo TDT compatível com MPEG4.

Fonte: tdt-portugal.blogspot.com




Jovem de 20 anos suicidou-se no edifício da Portugal Telecom em Beja

18 11 2008

Um jovem com cerca de 20 anos suicidou-se ontem à noite, segunda-feiraz, cerca das 23 horas, no edifício da PT Comunicações em Beja.

O rapaz, estudava em Beja e era natural de Montemor-o-Novo. Era funcionário da 2ª linha da PT Comunicações, no segundo andar do edifício, na área de apoio técnico a clientes.

O jovem ter-se-á atirado do terraço do 4ª andar, tendo morte imediata. Para já ainda não são conhecidas as causas do suicídio.

O corpo terá sido encontrado num dos páteos por um segurança. No local estiveram os Bombeiros de Beja, a PSP e a Polícia Judiciária de Faro.

O cadáver só foi levantado cerca das 08:50h de hoje.

ÚLTIMA HORA: Ao que o Centro do Sul apurou, o jovem ter-se à mesmo suicidado. Depois de terem sido consideradas várias hipótese, chegou-se à conclusão de que efectivamente se tratou de um caso de suicídio.

Ao que nos foi asegurado, o jovem teria problemas familiares e económicos, o qu epoderá estar na origem da tragédia.

NM