Do Carmo ao Cemitério…

30 10 2007

Pelos vistos, a inauguração das novas casas mortuárias da cidade de Beja em nada resolveram (por enquanto) o problema dos funerais no centro da cidade de Beja.
Apesar de já estarem em funcionamento, a maioria dos defuntos continua a rumar à Igreja do Carmo. Se a ideia era tirar os cortejos fúnebres do centro, desengane-se quem pensava que tal coisa iria acontecer. Pelos vistos, o cliente tem direito de opção, que é como quem diz, os familiares do falecido podem escolher se querem os velórios na Igreja do Carmo ou na nova casa mortuária.
É sem dúvida uma questão que se coloca: Quem está a ganhar com isto? Quanto é que a Paróquia de São João Batista e até mesmo a própria Diocese de Beja estão a ganhar com isso? Alguma coisa será certamente…
Mas não é só por questões desta natureza que a situação acontece. Tem a ver também com a vaidade de cada um. Então se um funeral vai para a casa mortuária nova, quem é que depois nos vê lá? É que na Igreja do Carmo, ainda nos pomos à porta porque não cabemos todos lá tentro; até passa um amigo ou um conhecido que nos vê lá e até fica sensibilizado, vai ter connosco, pergunta-nos quem é que morreu e até nos dá os sentimentos! Às tantas chega a casa e ainda diz “olha, fulano tal estava lá no funeral de beltrano”. Depois ainda há os funcionários do comércio e serviços do centro de Beja, que pedem 10 minutinhos ao chefe “para ir ali à Igreja do Carmo dar os sentimentos a sicrano…” e até aproveitam para ir ao café e à loja dos chineses… Enfim… É que na casa mortuária nova, não dá para isso, fica fora da rota…
Depois ainda existem aqueles que dizem “passar uma noite ao lado do cemitério, que horror, nem pensar”. As velhas choradeiras também não vão lá abaixo porque é muito longe e o reumático não dá para mais…
Infelizmente, fui ao velório de estreia nas novas casas mortuárias, logo tocou a um senhor meu conhecido desde miúdo. Boas condições sem dúvida para quem tem que lá ir. Têm conforto, privacidade superam em grande escala a Igreja do Carmo. Vamos esperar para ver emq ue sentido segue a história… se para o Carmo, se para as Portas do Cemitério de Beja…

Foto roubada ao site da Agência Pax-Júlia (passo a publicidade)
Desculpem lá ser macabra, mas era mesmo para ser!

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Vila Galé projecta 650 unidades de alojamento e tendas luxuosas

26 10 2007

O novo projecto do grupo Vila Galé para Beja inclui um aldeamento e três aldeias alentejanas com 650 unidades de alojamento, entre moradias e apartamentos, um hotel e tendas luxuosas amovíveis, junto à barragem do
A notícia é do Semanário Sol – online.
De acordo com o Presidente do Grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, o investimento envolvido ainda não está determinado, mas a execução das cerca de dez tendas «super luxuosas» com «todas as condições de conforto» deverá arrancar já em 2008.
A ideia das tendas, avançada por Rebelo de Almeida, pretende «conferir alguma originalidade e exotismo» ao empreendimento em pleno Baixo Alentejo.
Quanto ao resto do projecto, a previsão é que as obras comecem no início de 2009, garante Rebelo de Almeida, embora não deixe de salientar que «tudo depende de a água de Alqueva chegar ou não» à barragem do Roxo, um efeito da concretização do Grande Lago que beneficia a propriedade de cerca de 1.620 hectares.
A juntar-se ao empreendimento Clube de Campo Vila Galé, com 81 quartos e a funcionar na Herdade da Figueirinha, a 25 quilómetros de Beja, o grupo terá um campo de golfe, um aldeamento com 150 moradias isoladas e 200 em banda, três aldeias com características alentejanas, com 100 apartamentos cada uma, e um hotel com 20 suites e 20 apartamentos, explicou o responsável.
Segundo Jorge Rebelo de Almeida, o estudo prévio do projecto já foi apresentado ao presidente da Câmara Municipal de Beja, Francisco Santos, e a «aceitação foi positiva».
Uma reacção que se estendeu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), que também já teve conhecimento das intenções do grupo Vila Galé.
Actualmente, a Vila Galé está a «desenvolver o projecto» para apresentá-lo às entidades que têm responsabilidades neste tipo de investimento.
A propriedade da Vila Galé perto de Beja tem 1.620 hectares onde, além da hotelaria e imobiliário, Rebelo de Almeida instalou vinha e olival, com a Casa Santa Vitória, e criação de gado em pastagem, e tem planos para iniciar a cultura de outros produtos, como ginjas.
O Grupo Vila Galé avança assim com novos investimentos no concelho de Beja.

Fonte: Semanário “SOL” / Rádio Pax





Beja: A "Chinatown" do Baixo Alentejo

24 10 2007

Quem vive em Beja ou por ela passa diariamente, já se deve ter apercebido que cada vez existem mais lojas de chineses espalhadas pela cidade. O Exemplo mais gritante é toda a zona compreendida entre a Rua Capitão João Francisco de Sousa as Portas de Mértola. Mas há mais!
O comércio tradicional vai sendo aniquilado a pouco e pouco. A culpa não pode morrer solteira, mas não é só de uma ou duas entidades, ou deste ou daquele factor. É fácil aos pequenos comerciantes culparem as autarquias ou as grandes superfícies e descartarem-se de qualquer responsabilidade! Não, isso não é correcto! A culpa pode pertencer em parte à concorrência das grandes superfícies e até às autarquias que condicionam o trânsito nas artérias comerciais. Mas a responsabilidade é também da crise instalada em Portugal, dos baixos salários que a maioria das pessoas aufere e dos elevados preços e alta taxa de IVA em vigor. Mas a culpa também é da Associação Comercial e dos próprios comerciantes, que não se modernizam. Não basta dizer que se tem atendimento personalizado e simpatia, isso não chega! É preciso inovar, desde a imagem das lojas, ao stock de mercadoria existente, até aos preços praticados! Vejo coisas em Beja em determinadas lojas, do tempo dos Afonsinhos! Noutras regiões do país compram-se produtos de marca reconhecida, pelos mesmos preços ou até mais baixos do que em Beja, onde a oferta é muito menor!
Não me admira nada que, apesar da crise, muitos se desloquem aos Shopping’s ao Algarve, a Lisboa ou à margem Sul do Tejo. Beja é cara e de muito fraca oferta! Os comerciantes “roubaram” anos a fio, aproveitando o tempo em que Beja não tinha grandes superfícies. Hoje queixam-se, mas sem razão! Há que mudar as mentalidades e saber atrair os clientes. Vocês encontram lojas abertas aos Domingos? Não! Aos Sábados de tarde? Muito poucas! Aos feriados? ZERO! No Verão as lojas abrem até mais tarde, para que quem sai do emprego por exemplo Às 19:00 horas possa ir fazer compras? NÃO! E depois ainda se queixam??? Querer ganhar sem “vergar a mola” nunca deu bom resultado nem era agora que ia dar!
Bem, voltando ao tema deste post, as lojas de chineses, essas estão por todo o lado, no continente e nas ilhas, não é só na cidade de de Beja. Mas por cá são já imensas. Vejamos: Na Rua Capitão João Francisco de Sousa, existem três, no Jardim de Bacalhau, há uma, nas Portas de Mértola existe uma, na Rua de Mértola está outra! Continuando o périplo, encontramos outra junto ao Mercado Municipal, mais uma na Rua da Branca. Na Rua da Liberdade existe mais uma e na Avenida Miguel Fernandes há outra. A Rua 5 de Outubro é contemplada com mais duas. A Rua Luis de Camões acolhe mais uma loja de chineses e se não estou e erro, na Avenida Fialho de Almeida há mais uma. Resultado? 14 lojas de chineses em Beja! Não é demais?
Os produtos são baratos, mas de muito fraca qualidade, produzidos à custa de trabalho infantil ou de uma “quase” escravatura! Fazem concorrência desleal aos demais comerciantes, não pagam impostos e só têm benefícios! Onde é que os chinocas vão arranjar 5 mil euros por mês para pagar a renda, por exemplo, no espaço que era ocupado pelos antigos “Armazéns da Cidade” ?
Antes era a mania dos restaurantes, agora é a mania das lojinhas! Beja chegou a ter 5 restaurantes chineses e um japonês! Hoje em dia, existe apenas um restaurante chinês, que por acaso até foi o primeiro a abrir na cidade foi o único que se manteve! Porque será? Já pensou? Deixo ao seu critério!
Bem, tudo isto é de ficar com os olhos em bico!

NM





"Skylander deveria voar para Beja"

23 10 2007

De acordo com uma notícia avançada hoje pela Rádio Pax de Beja, um ex-vereador do PSD da Câmara Municipal de Vila Viçosa e ex-delegado do Instituto Português da Juventude em Évora, defende que a fábrica do avião Skylander se deveria instalar no Aeroporto de Beja e não em Évora. De acordo com Inácio Esperança, Évora “deveria atrair outro tipo de investimentos.” Aqui fica a transcrição da notícia:

Inácio Esperança: “Skylander” deveria voar para Beja

Inácio Esperança, ex – vereador do PSD na Câmara de Vila Viçosa e ex-delegado do IPJ em Évora, entende que a fábrica de aviões Skylander, projectada para o aeródromo de Évora, deveria transferir-se para o futuro aeroporto de Beja. Na opinião deste social-democrata Évora deveria atrair outro tipo de investimentos e projectos. Inácio Esperança afirma que neste momento “não há um pensamento global sobre a região” e sobre o seu desenvolvimento.

In: www.radiopax.com

Na minha modesta opinião, concordo com o que este senhor defende. Évora não tem qualquer estrutura que permita colocar em marcha um projecto desta natureza. Não é possível de modo algum comparar o aeródromo de Évora, com a estrutura que é a Base Aérea n.º 11 de Beja e futuro Aeroporto Internacional.
Seria mais lógica a instalação da fábrica da Skylander em Beja. Mas essa questão não está fora de hipótese, já que a GECI pondera instalar uma das vertentes da fábrica na cidade de Beja. Mas de resto, a questão do Skylander tem conhecido diversos contornos, estando mergulhado em indefinições e não se conhece para já o desfecho desta história.
Mas que é impossível comparar as diversas condições que Beja oferece em relação a Évora, isso sem dúvida que é.





Os buracos da cidade…

22 10 2007

Se bem repararam, há bem pouco tempo que a Câmara Municipal de Beja andou a repavimentar algumas ruas de Beja. Muito bem! O que não gostei foi do que ficou por fazer! Já deram conta do estado da Praça António Raposo Tavares (Rodoviária) e da Rua Cidade de São Paulo? É triste e lamentável, além de ser mau para as viaturas! Quem é que vai pagar os amortecedores, as suspensões e outras coisas que os carros precisam, depois de tanto serem danificados ali?
Ainda como se não bastassem as bandas sonoras naturais (buracos e crateras) ali existentes, ainda colocam bandas sonoras, verdadeiramente ditas? É o cúmulo dos cúmulos!
Ah, já sei… se calhar estão à espera da Ovibeja 2008, deve ser isso! Dahh! às vezes parece que não penso…. lol

NM





Rumores… CP anda a tramá-las novamente!!!

22 10 2007

Pelo que me apercebi na minha última viagem de comboio Intercidades com destino à Gare do Oriente em Lisboa, a CP anda a tramar das suas novamente!
Recordam-se de há alguns meses atrás a Combóios de Portugal ter tentado “roubar” os Intercidades de Beja? Pois, nessa altura não conseguíram, graças à luta do povo de Beja e arredores, em conjunto com as autoridades competentes. Introduziram 3 circulações diárias no sentido Évora – Lisboa – Évora e mantiveram as duas existentes no trajecto Beja – Lisboa – Beja.
Tenho conhecimento de que as composições que circulam na linha de Évora andam completamente às moscas, mas como é para Évora, não faz mal!!!
Esta semana têm andado em Beja e no troço desta cidade até Lisboa, elementos da CP a fazer mais estudos. Não sei ainda que estudos são, mas segundo fonte da CP, “Vão haver mais mexidas nas ligações de Beja a Lisboa”. Resta saber que mexidas são essas! Será que vão tentar aniquilar novamente o serviço? É que esquecem-se os senhores da empresa que no Alentejo este é o único troço rentável, com excepção das segundas e terças-feiras, os comboios Intercidades andam praticamente cheios! Além do mais deveriam repor o Intercidades da hora de almoço, que bastante falta faz a muita gente! E já pensaram por acaso em rever as ligações ao Algarve? É que nos dias que correm é praticamente impensável fazer uma viagem de automotora até à Funcheira, para depois fazer o transbordo para outra composição que vem do Algarve! A linha de Beja até À Funcheira está podre. O Algarve está ali ao lado, mas de combóio, está a anos-luz do Baixo Alentejo!
Bem, para rematar, acrescento que na última sexta-feira, estranhei o facto do “Inter” com destino a Lisboa só levar duas carruagens, uma de primeira classe, uma outra de segunda. Normalmente, e todos os dias, o serviço é composto por três carruagens, duas de segunda classe, outra de primeira!. Numa sexta-feira, em que os comboio vai cheio, só há uma carruagem de segunda??? “São estudos que eles andam a fazer” disse-me o revisor! Normalmente esta coisa dos estudos à moda da CP não dá bom resultado! Queira Deus, Buda, Alá, Jeová ou o que quiserem, a CP não ande a tramá-las pela calada da noite de depois seja tarde demais!
Senhor Governador Civil de Beja, senhor presidente da autarquia, entidades vivas da região, fiquem alerta e não deixem a CP prejudicar-nos uma vez mais.
Mesmo para concluir, e não posso deixar de dizer isto, desde Julho que o serviço de Bar do Intercidades está fechado. A empresa concessionária, a Bracevasa, diz que não era rentável! Pudera! Sandes a 3 euros, cafés a 75 cêntimos, águas a 1 euro e cervejas de lata a 1,50! Mas lá que o bar fazia falta, fazia! É melhor aviarmo-nos em terra, porque nos carris já não há nada para ninguém! E nem há perspectivas do regresso deste empresa, ou do serviço ser concessionado a outra!
Se quiser ir à casa-de-banho, aproveite para ir até ao Pragal, é que depois daí, “há sempre motivos de ordem técnica” para que estas fechem! Andava um velhote de “portinhola aberta”, à rasca para urinar, e só o pode fazer no Pragal!!! Coitado do compadre!
Bem, fiquemos em estado de alerta mais uma vez!

Texto: NM
Foto: www.railwaymania.com





"Há coisas fantásticas, não há?!"

19 10 2007

O Sr. Eng.º João Paulo Ramôa propõe que se acabe com o estacionamento de viaturas no Largo do Carmo. Tudo bem, nada de grave. Propõe que se crie uma carreira urbana de ligação entre os estacionamentos periféricos. Tudo bem.
O que não está nada bem, é que o senhor vereador Ramôa se esqueça que mesmo com o estacionamento do Largo do Carmo em vigor, os lugares para parquear não abundam, é uma luta diária para quem precisa de trabalhar e tem que ter um sítio para deixar o carro. Fiz as contas e posso dizer que só em cima da calçada do Largo cabem 60 viaturas, fora aquelas que ocupam os estacionamentos marcados junto aos passeios em redor do dito local. Já há anos, a Rua 5 de Outubro, foi convertida em artéria de sentido único, com estacionamentos de ambos os lados. Tudo junto, não chega para mandar cantar um cego, com o devido respeito pelos invisuais. Quanto mais se vierem a suprimir o estacionamento nesse espaço. Não podemos esquecer que o terreiro entre a igreja do Carmo e a Praça do Ultramar, era um local que levava muitas viaturas. Fez-se um edifício e suprimiram-se os estacionamentos aí. Tudo bem. Na Praça do Ultramar é tudo a pagar, não é solução, nem que a vaca tussa! No estacionamento grande de acesso ao Bairro Alemão, espaço há muito, está é sempre ocupado. Com tudo o que existe nos arredores, ainda assim os lugares são insuficientes, quanto mais se se suprimir o Largo!
O Sr. Ramôa deve ter noção de que trabalha e vive muita gente nesta zona de Beja; são centenas de pessoas que aqui precisam de estar todos os dias, pelo menos nos dias úteis.
Há uns anos, o executivo de Carreira Marques ainda ponderou a execução de um estacionamento subterrâneo no Carmo. A ideia foi abandonada, desconheço o motivo.
Uma outra questão tem a ver com as urbanas. O Sr. Ramôa vai dar o exemplo? Vai deixar o carro à porta de casa? Vem na urbana? Se sim, óptimo, quem dá as ideias que dê o exemplo!
Mas ainda há mais! São muitas as pessoas que vêm de fora trabalhar todos os dias na cidade. Não basta essas pessoas terem inúmeras despesas, que quase têm que pagar para trabalhar (ou têm mesmo!) é no combustível, alimentação, parquímetros, manutenção das viaturas, etc, senão terem que tirar um passe ou comprar bilhetes para a urbana! A não ser que seja de graça! Será??? Ideias há muitas… “Há coisas fantásticas, não há?!”

PS – (Post Scriptum, entenda-se) – Pelos vistos os funerais não vão sair tão depressa da igreja do Carmo. Os funerais continuam a ir para lá, mesmo com as novas casas mortuárias junto ao cemitério já inauguradas (esqueceram-se foi de fazer a ligação dos esgotos!). Mais uma prova que os cortejos fúnebres se vão manter por ali, e mais gente que vai precisar de estacionar o carro…